quinta-feira, 18 de março de 2010

O dia há muito esperado

Não é um dia como outro qualquer. Esse é diferente. Ainda não cheguei em casa, nem estou na expectiva para assistir mais um dia na vida dos Brothers. Na realidade, nem parti ao menos. Estou deitado no alojamento esperando, esperando, esperando. Já foi assim no começo da década, então, tinha de ser normal.

A paciência é uma virtude que deve ser incentivada e desenvolvida. Ela é um diferencial, hoje, ontem e também o será amanhã. Reclamar que a sua vida profissional não está do jeito que você gostaria que estivesse, não é uma opção, ou ao menos não deveria ser. Temos responsabilidades pautadas na perspectiva de continuidade empregatícia e, nesse contexto, temos que nos apegar, e resistir, e, o tempo que for de nosso interesse, perpetuar-nos em esconderijos laborais-estatais. É a vida em modo nunca antes sonhado.

Se fosse ser do modo que sonhamos ao se cogitar a chegada à vida adulta, seria fácil, mas, acredito que o normal é que seja difícil, pois os interesses são conflitantes. Desde o princípio, e, sinceramente, não vejo perspectivas de mudança. Até mesmo em caso de mostrar aos outros nossa grande "originalidade", precisamos sermos diferentes, é a nossa marca mais humana.

Não queremos uniformes nos momentos de não-trabalho, queremos a identificação sem dúvidas. O bater o olho e exclamar: é ele! Sem sombra de dúvida alguma.

A tristeza precisa deixar de ser uma opção. Chega dessa síndrome de coitadinho. O orgulho tem de prevalecer. Somos melhores que isso.

terça-feira, 29 de julho de 2008

E numa tarde de sábado...


Sempre as mesmas pessoas trazem-nos as melhores recordações possíveis. Já somos amigos há muitos anos. Muitos mesmo. Mais de 35. As pessoas, raramente, apresentam algo de diferente das que você já conhecia. São previsíveis e, por isso mesmo, você continua a admirá-las. É esse permanecer autênticas que as torna tão parte de nossas vidas. Você não está nem aí para as vezes que se aborreceu com o amigo que cismava em te chamar de baleia; tudo fica para trás com o passar dos anos. O que doía de forma intensa outrora, hoje é só um beliscar despretensioso, nada mais, nada menos. E assim vive-se melhor. E é por isso que, muitas vezes, só conseguimos lembrar de passagens agradáveis de nosso passado. Não é que não existiram as ruins. É porque, hoje em dia, não fazem diferença alguma. Não se assuste se um pouco de saudosismo saltar a seus olhos enquanto estiver lendo esse post: não deixamos de ser humanos por estarmos mais velhos, mais ricos, mais gordos...não deixamos mesmo. Ainda nos pegamos sorrindo (ou chorando, vai de cada um) quando ouvimos aquele jingle brega da Impecável Maré Mansa. De alguma forma queremos reviver as sensações sentidas com essa experiência, e não é nenhum absurdo dizer que sentimos os cheiros e os gostos daquela época; vemos flashs de uma época distante passando por diante de nossos olhos, quase tão rápido quanto é o seu piscar.

domingo, 27 de julho de 2008

Mais do mesmo


Voltar a ser criança sem medo algum de ser feliz é o que todos querem. Querem mesmo. Não é um desejo a mais: é "o" desejo. Vestir-se como se fazia naquela época é só um dos meios de se conseguir enganar o tempo. Mostrar a ele que temos como burlá-lo, que, não é tão esperto quanto parece é um modo de jogarmos em sua cara que podemos impedi-lo de fazer sua marcha implacável das horas ter sucesso. Seu "sistema" de contagem de períodos de tempo tem falhas e podemos explorá-las. Quando dançamos Quadrilha por horas a fio sem nos preocuparmos com absolutamente mais nada, expomos a brecha do sistema. Ele não resiste a sentimentos puros, a ausência do medo de partir, a uma risada sincera. Ele não quer que voltemos a ser criança.

Uma noite de Julho em Junho


Há dias ruins, dias cinzas, dias regulares, dias claros, dias bons e, também há dias mágicos. Nada como presenciar um evento fora de época; é muito mais divertido, mais marcante, mais...tudo! Esperávamos há um mês a festa (sempre parece mais tempo). Mas, à vista do tempo, não ficamos, em nenhum momento ,chateados por isso. A espera faz parte do evento; é parte fundamental do todo festivo; é o alinhavar das memórias futuras, das previsões mais divertidas e das mais devastadoras. Nada melhor do que fazer parte de algo maior, de pertencer a um grupo, de viver feliz. Essa imagem mostra a intimidade da @garotasempapasnalingua e de @mangangado, componentes do portucast. Ué, cadê o outro componente da equipe? Fotografando, é claro.