
Não é um dia como outro qualquer. Esse é diferente. Ainda não cheguei em casa, nem estou na expectiva para assistir mais um dia na vida dos Brothers. Na realidade, nem parti ao menos. Estou deitado no alojamento esperando, esperando, esperando. Já foi assim no começo da década, então, tinha de ser normal.
A paciência é uma virtude que deve ser incentivada e desenvolvida. Ela é um diferencial, hoje, ontem e também o será amanhã. Reclamar que a sua vida profissional não está do jeito que você gostaria que estivesse, não é uma opção, ou ao menos não deveria ser. Temos responsabilidades pautadas na perspectiva de continuidade empregatícia e, nesse contexto, temos que nos apegar, e resistir, e, o tempo que for de nosso interesse, perpetuar-nos em esconderijos laborais-estatais. É a vida em modo nunca antes sonhado.
Se fosse ser do modo que sonhamos ao se cogitar a chegada à vida adulta, seria fácil, mas, acredito que o normal é que seja difícil, pois os interesses são conflitantes. Desde o princípio, e, sinceramente, não vejo perspectivas de mudança. Até mesmo em caso de mostrar aos outros nossa grande "originalidade", precisamos sermos diferentes, é a nossa marca mais humana.
Não queremos uniformes nos momentos de não-trabalho, queremos a identificação sem dúvidas. O bater o olho e exclamar: é ele! Sem sombra de dúvida alguma.
A tristeza precisa deixar de ser uma opção. Chega dessa síndrome de coitadinho. O orgulho tem de prevalecer. Somos melhores que isso.
