terça-feira, 29 de julho de 2008

E numa tarde de sábado...


Sempre as mesmas pessoas trazem-nos as melhores recordações possíveis. Já somos amigos há muitos anos. Muitos mesmo. Mais de 35. As pessoas, raramente, apresentam algo de diferente das que você já conhecia. São previsíveis e, por isso mesmo, você continua a admirá-las. É esse permanecer autênticas que as torna tão parte de nossas vidas. Você não está nem aí para as vezes que se aborreceu com o amigo que cismava em te chamar de baleia; tudo fica para trás com o passar dos anos. O que doía de forma intensa outrora, hoje é só um beliscar despretensioso, nada mais, nada menos. E assim vive-se melhor. E é por isso que, muitas vezes, só conseguimos lembrar de passagens agradáveis de nosso passado. Não é que não existiram as ruins. É porque, hoje em dia, não fazem diferença alguma. Não se assuste se um pouco de saudosismo saltar a seus olhos enquanto estiver lendo esse post: não deixamos de ser humanos por estarmos mais velhos, mais ricos, mais gordos...não deixamos mesmo. Ainda nos pegamos sorrindo (ou chorando, vai de cada um) quando ouvimos aquele jingle brega da Impecável Maré Mansa. De alguma forma queremos reviver as sensações sentidas com essa experiência, e não é nenhum absurdo dizer que sentimos os cheiros e os gostos daquela época; vemos flashs de uma época distante passando por diante de nossos olhos, quase tão rápido quanto é o seu piscar.

Um comentário:

Brenda disse...

Nem me fale... recordações, faço aniversário semana que vem e nessa semana já passou o 'filme da minha vida' , várias vezes, bateu deprê e tb recordações maravilhosas... assim é a vida.